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Volume 20  Edição 906   22 de março de 2020

TRIGO

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Alimentos como hedge


Em meio à crise,  ferrvilham os estudos sobre a melhor maneira de defesa para os investidores: tradicionalmente,  são buscados os metais preciosos e moedas fortes, mas a imaginação do mercado não para...


No contexto da pandemia do coronavirus, marcada pela necessidade de isolamento da população numa quarentena global,  a atividade  economica fica bem reduzida,  concentrada nos serviços médicos e alguns outros serviços públicos.


Como todos dependem dos alimentos,  houve quem sugerisse o trigo como um hedge para as crises,  um seguro contra fortes baixas nos ativos financeiros.  O trigo é uma das mais importantes culturas de grãos,  produzida e comercializada globalmente e sua produção mundial é a terceira maior,  abaixo do milho e do arroz.

União Européia,China, India, Russia e Estados Unidos são os maiores produtores, respondendo por cerca de 50% do total das exportações,  enquanto que os países em desenvolvimento importam quase 2/3 de todo o trigo produzido.


Usado na panificação, o trigo tem essa imagem de alimento básico e seu consumo cresce principalmente com o crescimento demográfico, sendo atualmente estimado em 760 milhões de toneladas,  enquanto a produção oscila em torno desse valor,  conforme as condições climáticas e mesmo economicas (tamanho dos estoques).


Assim, a oscilação da cotação do trigo nos últimos 25 anos,  como mostra o gráfico acima, tem características senoidais,  seguindo justamente a relação entre oferta e procura,  numa faixa de preços relativamente estável.


Por tudo isso,  uma grande instituição internacional tem recomendado a formação de posições nos futuros de trigo no momento atual,  prevendo valorização no curto e no médio prazo.