Volume 19  Edição 890   10 de novembro de 2019

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Últimas verdades, mentiras e boatos da Bolsa

Para a pág. 4

É verdade que   os topos nominais alcançados nesta semana pelo Ibovespa foram marcados por alguma recompra  por parte dos investidores estrangeiros,  ou melhor,  por menos vendas por parte desses investidores, que vendem há mais de ano, pesadamente.

Entretanto, o que chamou a atenção mesmo foi a manobra espetacular desses investidores no futuro do dólar:  virando o mês com 64 mil contratos comprados,  posição mais baixa do que o habitual, especialmente porque o dólar vinha caindo pela perspectiva de grande entrada de recursos com o megaleilão de quarta-feira,  o grupo em três dias mais do que triplicou a posição, chegando a 222 mil contratos no dia do evento, quando a ausência de pretendentes externos gerou forte alta do dólar.

Cada contrato vale 50 mil dólares e sobre os 158 mil comprados no período, houve uma variação positiva de R$ 79 bilhões, com a oscilação de      R$10  no dólar...

No fechamento desta Edição, a posição ainda estava mantida.




É mentira que
aumentem os efeitos negativos da guerra comercial sobre a economia chinesa: as exportações e importações da China contraíram menos do que o esperado em outubro, fornecendo algum alívio para a economia conforme o governo tenta alcançar

um acordo comercial parcial com os Estados Unidos.

As exportações da China em outubro caíram pelo terceiro mês seguido, com um recuo de 0,9% sobre o ano anterior, mostraram dados da alfândega nesta sexta-feira, contra expectativa de contração de 3,9% em pesquisa da Reuters e após queda de 3,2% em setembro.

Houve outros números bons. As exportações para os EUA em outubro caíram 16,2%, menos do que a queda de 21,9% do mês anterior, de acordo com cálculos da Reuters baseados nos dados da alfândega.

As importações da China diminuíram pelo sexto mês consecutivo, embora a queda de 6,4% tenha sido menor do que o recuo esperado de 8,9% e o declínio de 8,5% em setembro.

Isso deixou a China com um superávit comercial de 42,81 bilhões de dólares em outubro, contra superávit de 39,65 bilhões em setembro. Analistas esperavam excedente de 40,83 bilhões de dólares. (Reuters)



É verdade que a abertura de capital da Aramco, a empresa estatal de petróleo saudita, a ser proximamente realizada e estimada em cerca de US$ 90 bilhões, pode ter sido uma das causas de ausência de grandes empresas dos leilões do pré sal desta semana.

Boato 1: A aprovação da reforma da Previdência,a recuperação do emprego e o novo pacote devem melhorar a nota de risco do Brasil.
Boato 2:  Em 2018,  teria diminuido a riqueza dos bilionários mundiais,  segundo estudo.
-  colhidos na Internet -

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