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Volume 19  Edição 885   6 de outubro de 2019

COMODITIES

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Suporte formado:

As comodities, aqui representadas pela cesta do popular índice CRB,   tiveram como as    ações,  um topo relevante em 2008,  mas ainda estão longe de superá-lo.

Ao contrário,  desde 2016 estão num patamar das mínimas do período,  oscilando fracamente acima e abaixo desse patamar.

É curioso que o PIB mundial tenha subido ao longo dos últimos anos,    acima de 2008,  bem como a maioria dos índices de ações,  enquanto que as mercadorias estão paradas no baixo nível daquele patamar.

A explicação mais aceita é a de que um boom anterior a 2008, a partir dos anos 90, havia  elevado em muito os preços das comodities, por conta da explosão da China e mesmo de outros mercados asiáticos,  fomentado ainda por repentino derrame de liquidez pelo mundo afora. 


De 2008 para cá,  os excessos desse boom foram sendo ajustados e a crise financeira  ainda tem efeitos influindo na atual conjuntura,  dificultando a recuperação.

Acresce a esse quadro,  a velocidade da revolução tecnológica que vem de um lado provocando a robotização das indústrias e aumentando o desemprego, e de outro lado, parece que vai racionalizando a utilização das matérias primas,  otimizando o seu consumo e mesmo reduzindo a demanda.

De qualquer forma, as comodities não estão em baixa tecnicamente, o que retira boa parte dos argumentos daqueles que andam profetizando a iminência de recessão no mundo,como comentado na matéria de capa,   ao menos sem algum novo choque geopolitico.