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Volume 19  Edição 881   8 de setembro de 2019

GRANDES  BANCOS

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Lucro aumenta:


As cifras ao lado (fonte:Fundamentus) são calculadas sobre valores dos últimos 4 trimestres das empresas, reduzindo a magnitude das variações ocorridas.  No caso dos Grandes Bancos,  sua regularidade de desempenho fica ainda mais demonstrada.

No caso do 2ºtrim/2019, a novidade foi o aumento da rentabilidade sobre o patrimônio líquido que subiu para as 3 cias.aqui examinadas,  sendo que o Bradesco obteve o maior valor dos últimos 16 trimestres...

As razões para isso,  num cenário ainda fraco da economia brasileira,  são mais ou menos os mesmos,  para todos: maiores margens financeiras,  menores provisões para devedores duvidosos, maiores receitas de prestação de serviços e também em seguros, previdência e capitalização.

Como curiosidade,  não foram registrados maiores reduções nas despesas não financeiras,  mas sem sinais de que não estejam sob controle.
O quadro mostra ainda um pior desempenho das cotações em Bolsa neste ano, em relação aos últimos 12 meses, apesar da conjuntura mais favorável retratada pelos balanços.

Os gráficos mensais mostram BBDC4 e ITUB4 desde 1993 e SANB3 desde 2009.   O Ibovespa teve uma Onda II de 1997 a 2002, de baixa,  mas aqui houve um ajuste em alta continuada, um zig zag para cima, indicando força para o setor entre os demais.


Também a Onda IV de baixa do mercado (entre 2008 e 2016)  foi feita entre os Grandes Bancos no formato de zig zag para cima.

Na teoria de Elliott, esse formato é chamado de "running correction", cuja tradução poderia ser "correção para cima" e é considerado mesmo um sinal de força da tendência de alta.

Na verdade,  o setor tem a tendência de alta mais pronunciada do mercado (não necessariamente a maior valorização...) e suas cifras contábeis tão regulares durante um período tão longo e diversificado justificam isso.