Volume 19  Edição 871    12 de maio de 2019

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Últimas verdades, mentiras e boatos da Bolsa

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É verdade que   a inflação oficial brasileira desacelerou mais do que o esperado em abril, mas ainda assim permaneceu acima da meta oficial e se aproximou de 5 por cento em 12 meses depois de o Banco Central ter avaliado que o balanço de riscos para a inflação mostra-se simétrico.em pesquisa da Reuters de recuo de 0,7 por cento, e representou a maior queda para o mês de março desde um recuo de 2,5 por cento em 2017.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu em abril 0,57%, ante 0,75% no mês anterior, segundo os dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No acumulado em 12 meses, o IPCA passou a avançar 4,94%, de 4,58% em março, permanecendo acima do centro da meta oficial de inflação do governo para 2019, de 4,25% pelo IPCA, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Ambos os resultados, entretanto, ficaram abaixo das expectativas em pesquisa da Reuters, que projetavam altas de 0,63% na base mensal e de 5,00% em 12 meses.

"A desaceleração do IPCA na verdade é uma devolução, um retorno de altas que aconteceram em março especialmente nos alimentos e nos combustíveis", explicou o economista do IBGE Fernando Gonçalves.

Os alimentos passaram a subir 0,63% no mês, de 1,37% antes, com quedas nos preços de feijão-carioca (-9,09%) e frutas (-0,71%).

Já o grupo Transportes apontou alta de 0,94%, sobre 1,44% em março, com avanço de 2,66% no preço da gasolina.

Por outro lado, os custos de Saúde e cuidados pessoais aumentaram a pressão a 1,51% em abril, de 0,42% no mês anterior, pressionados pela alta de 2,25% dos remédios como reflexo de reajuste anual.

A inflação de serviços, por sua vez, permaneceu em 0,32 por cento, chegando a 3,89 por cento em 12 meses.

A expectativa do BC era de a inflação no Brasil atingisse um pico em torno de abril ou maio, para depois recuar para patamar abaixo do centro da
meta deste ano.

Segundo Gonçalves, a taxa em 12 meses ainda embute o salto que o IPCA deu em meados do ano passado como reflexo da greve dos caminhoneiros, e ficará alta até junho.

"A partir de junho é que teremos uma noção mais clara do comportamento da inflação em 12 meses com o fim do efeito da greve", disse ele.

Na quarta-feira, o Banco Central reconheceu mais sinais de fraqueza econômica ao manter a taxa básica de juros em 6,5 por cento, mas ressaltou que o balanço de riscos para a inflação mostra-se simétrico, calculando a inflação a 4,1 por cento em 2019.

A pesquisa Focus mais recente realizada pelo BC mostra que os economistas projetam alta do IPCA este ano de 4,04 por cento, indo a 4 por cento em 2020por cento nos três meses entre outubro e dezembro.
(Reuters)

 



É mentira
que  oo governo pretenda ceder às presddões do Congresso:  apenas o presidente Jair Bolsonaro reconheceu nesta sexta-feira que o governo vem enfrentando alguns problemas e que pode até ter de encarar "um tsunami" na próxima semana, mas que vencerá os obstáculos e que está sempre em busca de se antecipar aos problemas.

"Alguns problemas, sim, talvez tenha um tsunami na semana que vem, mas a gente vence o obstáculo com toda certeza. Somos humanos, alguns erram, alguns erros são perdoáveis, outros não", disse Bolsonaro em discurso de improviso ao participar de encontro com gestores da Caixa em Brasília.

O presidente não deixou claro se o "tsunami" se referia a alguma situação específica a ser enfrentada pelo governo.

Na próxima semana o governo tentará aprovar no Congresso a medida provisória 870, que trata da reestruturação administrativa do governo. A MP perderá a validade em 3 de junho caso não tenha sua tramitação concluída até lá.

Boato 1:  A produção mundial de minério de ferro,  fora a China, continuaria diminuindo neste  ano.
Boato 2:  O Brasil passaria, neste ano, a ser o segundo maior exportador mundial de algodão.
   -  colhidos na Internet -

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