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Volume 18  Edição 853   16 de dezembro de 2018

CONTANDO  AS  ONDAS

Para a pág. 3

Onda V em ação

No ano passado (Ed807), escrevi:
"A Onda V,  nesta sua primeira sub onda, que vem desde janeiro de 2016, vai completar 24 meses e está mais do que madura para uma acomodação,  para uma sub onda V,2;  é do feitio desta sub onda um  amplo espaço para oscilação, admitindo-se uma devolução de até 99% do ganho da sob onda V,1... Assim sendo, o ano de 2018 do mercado do Ibovespa  deve ser encarado com extrema cautela por esse risco técnico,  suplementado por todos os aspectos políticos  e  econômicos que envolvem um ano eleitoral."

Neste ano de 2018,  inicialmente, desdobrou-se uma primeira perna de baixa da sub onda V,2  e no segundo semestre vem evoluindo o habitual repique intermediário;  deve seguir-se uma segunda perna de baixa, que pode ocupar parte do primeiro ano do novo Governo, completando uma duração de dois anos, semelhante ao que durou a sub onda V,1.

 

Um cenário razoável para o ano seria um topo no repique intermediário no começo de 2019,  apoiado num provável entusiasmo em torno das primeiras medidas da nova gestão,  e o ajuste posterior a ser feito na segunda perna de baixa, justificado pelas dificuldades para a implantação do programa de reformas.

Segundas ondas (no caso, uma segunda sub onda) podem ter quedas severas,  mas isso não é fatal,  não é obrigatório.  É que nesta fase do Ciclo,  o mercado está sobrecomprado,  porque vem antecipando futuras melhorias há um bom tempo...

O importante é que segundas ondas são os melhores pontos de compras, pois são seguidas de terceiras ondas, normalmente o período mais extenso e mais dinâmico das altas e que, entre nós,   possivelmente,  ocupará o tempo restante do atual mandato do novo Governo.