Volume 18  Edição 847    4 de novembro de 2018

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Últimas verdades, mentiras e boatos da Bolsa

Para a pág. 4

É verdade que   a produção industrial do Brasil terminou o terceiro trimestre com queda acima do esperado em setembro, depois de a fabricação de automóveis pressionar com força o setor no mês.

Em setembro, a produção da indústria registrou perdas de 1,8 por cento em relação a agosto, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.

Esta foi a terceira queda seguida, período em que a produção acumulou redução de 2,7 por cento. O dado veio bem pior do que a expectativa em pesquisa da Reuters de recuo de 0,8 por cento.

Na comparação com setembro de 2017, houve queda de 2,0 por cento, ante projeção na pesquisa de recuo de 0,4 por cento.

O resultado mensal da produção industrial apresentou perdas de forma generalizada entre as categorias econômicas, tendo como destaque o recuo de 5,5 por cento na fabricação de Bens de Consumo Duráveis.

Esse resultado foi influenciado, em grande parte, pela queda de 5,1 por cento na produção de automóveis, veículos automotores, reboques e carrocerias.

"A redução nas exportações de veículos, especialmente para a Argentina devido à crise econômica naquele país, combinada a um ambiente de

incerteza política e econômica que freia o investimento do empresário e as decisões do consumidor brasileiro" contribuíram para a queda na produção de veículos, explicou o gerente da pesquisa, André Macedo, em nota.
(Reuters)

 


É mentira que
  algumas quedas recentes nos mercados americanos tenham conexão direta com a conjuntura econômica local:   além de se tratar de flutuações de curtíssimo prazo, ainda que relevantes,  o consenso por lá é que o crescimento está vigoroso,  como prova o relatório sobre o emprêgo divulgado nesta sexta-feira,  além de haver evolução positiva em temas importantes,  como a relação com a Coreia do Norte e em especial com a China, neste caso com o progresso feito nesta semana.   Imagina-se que houve alguma realização de lucros,  natural numa alta que já dura nove anos,  puxada por sombras lançadas por alguns quanto à evolução das gigantes da informática.



 



É verdade que  o saldo da balança comercial em outubro foi o maior para o mês em 30 anos,  mas o acumulado do ano é 18% menor do que em igual período no ano passado.


Boato 1
: Os estrangeiros estariam mantendo forte aposta na valorização do dólar.
Boato 2: O novo Governo  apoiaria associações do tipo da Embraer com a Boeing
       
-  colhidos na Internet -

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