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Volume 18  Edição 843    7 de outubro de 2018

PREVENDO  O  FUTURO (contin.)

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Contando as Ondas


O Ciclo atual começa no final de 1992,  com o impeachment do Pres. Collor e a Onda I vai até julho de 1997, com destaque para o Plano Real em 1994; segue-se a Onda II, que se estendeu até outubro de 2002, eleição de Lula.   A Onda III evoluiu até maio de 2008, depois do boom das comodities e terminando com a eclosão da crise financeira.   A Onda IV veio até janeiro de 2016, esticada no tempo pelo desdobramento da crise financeira e do drama brasileiro de má gestão e corrupção, terminando com a abertura do processo de impeachment da Pres. Dilma.

Até a Onda IV, as Ondas tinham tido duração média de cerca de 62 meses,  quase cinco anos cada;  a Onda IV,  pelos tempos complexos que atravessou,  durou 92 meses ou quase 8 anos e fez a média, então, aumentar para cerca de 72 meses por Onda.

A Onda V já percorreu 33 meses e a ideia é que já teria completado sua primeira sub onda em janeiro deste ano,  com 24 meses de idade, os últimos 9 meses sendo da segunda sub onda;  esquematicamente, deve durar aí uns 6  anos, até 2022.

 

 

Assim, certamente abrangerá o próximo Governo por inteiro,  o que por si só é desde logo um bom augúrio de  longo prazo.

Suas sub ondas teriam duração aproximada de dois anos cada uma,  umas mais, outras menos.   Na teoria, a sub onda 2 ocuparia este ano de 2018 e mais um pouco em 2019,  completando um repique intermediário e uma segunda perna de baixa.

Há, pois,  um cenário predisposto a algum entusiasmo inicial com o novo Governo,  qualquer que seja ele,  a ser seguido por um período mais difícil de ajuste político.
Depois, viria a sub onda 3, geralmente a mais dinâmica e mais extensa,  o que sugere que o Brasil vai se acertar de alguma maneira ainda durante o próximo Governo.

Este é o exercício possível no momento para uma projeção e,  com tais fundamentos, deixa uma boa margem técnica de esperança para todos nós.