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Volume 18  Edição 839    9 de setembro de 2018

CONTANDO  AS  ONDAS

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Acomodação ainda em curso


Considera-se que o atual Ciclo da Bolsa,  iniciado no final de 1992,  após o impeachment do Pres. Collor,  vem completando a chamada fase de alta, desde o início de 2016,  com o início da Onda V.


Até então,  a duração média das Ondas era de 62 meses, cerca de 5 anos;  entretanto, a Onda IV teve duração muito estendida, cerca de 91 meses ou 7 anos e 7 meses, possivelmente pelo longo e complicado desenrolar da crise política interna.


Na média anterior de 62 meses,  estimava-se a duração média de cada uma das 5 sub ondas dos impulsos positivos em cerca de um 12 meses ou  um ano.


Daí a projeção de que a primeira sub onda da Onda V (V,i) esticaria ao longo de 2016, mas ela ultrapassou esse prazo,  por conta de expectativas positivas do mercado com o novo impeachment,  perdurando até fevereiro último (25 meses), o que também combina tecnicamente com a extensão anterior da Onda IV.

Uma segunda sub onda de acomodação   (V,ii) geralmente segue o formato a-b-c ou seja,  é composta de duas pernas de baixa entremeadas por um repique intermediário;na teoria, sendo uma fase subsequente ao primeiro impulso de alta,  seu recuo pode atingir até 99% do ganho anterior, pelo retorno dos medos que assombraram a longa baixa precedente (Onda IV).

Entretanto,  o objetivo mais evidente é o nível de U$ 13 mil para o Ibovespa ou 54 mil com o dólar a R$ 4,12: foi o topo da Onda I em 1997, o fundo da primeira perna de baixa da Onda IV, em  2008 e ainda próximo do fundo da Onda IV, no início de 2016.

Estamos com 6 meses de vigência dessa sub onda V,ii e seria razoável sua duração até o primeiro trimestre de 2019, completando um ano e pouco.

Ao fundo, evidentemente, o resultado das eleições:  quem ganha,  o que propõe e que alianças conseguirá.   Seja o  que fôr, será a melhor oportunidade de compra, pela Teoria de Elliott, em muito tempo...