Página 2

Volume 18  Edição 830    8 de julho de 2018

A  ALTA  DO  DÓLAR

Para a pág. 3

Fundamentos duvidosos


Na quinta-feira, o Banco Central informou que o fluxo cambial líquido de junho foi positivo por cerca de US$ 3,7 bilhões,  no melhor resultado para junho desde 2007.  No semestre,  o país recebeu um total de US$ 22,5 bilhões,   a maior entrada líquida dos últimos seis anos.  As reservas cambiais, assim,  aproximam-se da incrível soma de US# 400 bilhões...

No entanto,  de janeiro para cá, o dólar ganhou cerca de 22% sobre o real, desafiando a lei da oferta e procura.   

As justificativas são capengas: por exemplo, estariamos seguindo uma tendência global, que já dura quase um ano, demonstrada no gráfico acima do chamado Dolar Index, média ponderada da variação da moeda americana em relação a uma cesta das principais moedas;   mas esta alta foi de apenas em torno de 5% e originou-se de problemas políticos na Espanha e na Italia,  além das seguidas escaramuças do governo Trump no assunto do comércio internacional, nada disso tendo a ver conosco.

Outro pretexto alegado: a eterna conversa fiada sobre a (minúscula...) alta dos juros americanos,  que fariam todo mundo liquidar suas posições no Brasil para aplicar na América...A alta está em curso e tivemos recorde de ingressos, como acima.


Italia e Espanha vão se reorganizando, a Coreia do Norte propôs paz,  Putin e Trump vão conversar, a guerra comercial é anunciada mas não se concretiza.

Por aqui, mesmo com os prejuízos da greve dos caminhoneiros, a inflação parece estar sob controle,  não há desatinos fiscais de monta e o processo eleitoral parece seguir em ordem,  sem maiores surpresas.

Por que sobe o dólar ?