Volume 18  Edição 829    10 de junho de 2018

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Últimas verdades, mentiras e boatos da Bolsa

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É verdade que  os investidores estrangeiros concluiram o mês de maio com um saldo vendedor recorde de pouco mais de R$ 8,4 bilhões.  O recorde comprador de janeiro deste ano, de R$ 9,5 bilhões já havia sido praticamente zerado pelas vendas de fevereiro (R$ 4,2 bilhões) e  março (R$ 5,2 bilhões), e havia sido parcialmente recomposto pelas compras de abril (R$ 4,3 bilhões), mas é agora desfeito em maio,  restando no ano um saldo vendedor de R$ 3,9  bilhões.  Nos  primeiros pregões de junho, as vendas já ultrapassam R$ 2 bilhões.   Ao mesmo tempo, esses investidores passaram a manter posição comprada no futuro do Ibovespa,  como hedge, e ampliaram em muito sua posição comprada no futuro do dólar.





É mentira que
a pressão nos juros da renda fixa tenha se aliviado:as taxas dos contratos futuros de juros  abandonaram a queda do início dos negócios, influenciada pelo tombo do dólar ante o real, e engataram forte elevação nesta sexta-feira, com os investidores ampliando os prêmios na curva diante da perspectiva de que a Selic terá que subir em breve.


Mais cedo, o DI com vencimento em janeiro de 2021, um dos mais líquidos, chegou a cair 0,30 ponto percentual na mínima desse pregão. Mas inverteram o rumo e subiam.


Apesar de o dólar estar despencando mais de 3 por cento nesta sessão, abaixo de 3,80 reais, ele deu um salto nas últimas semanas, com potencial para pressionar a inflação. Até a véspera, desde fevereiro, a valorização havia sido de mais de 20 por cento.

A recente e forte turbulência nos mercados locais foi alimentada por temores com o quadro fiscal do país, além da cena política. Pesquisas eleitorais têm mostrado dificuldade dos candidatos que o mercado considera como mais comprometidos com ajustes fiscais de ganharem tração na corrida presidencial.

Pesava ainda nos DIs a divulgação do IPCA de maio acima do esperado, com alta de 0,40 por cento sobre o mês anterior.

O BC tem indicado que não vai elevar a Selic tão cedo, mensagem reforçada na noite passada pelo presidente da autoridade monetária,   Ilan Goldfajn. Ele afastou ainda a possibilidade de encontros extraordinários do Comitê de Política Monetária (Copom) antes dos 45 dias regulamentares de intervalo. O próximo encontro está previsto para 19 e 20 de junho.

A curva a termo precificava nesta sessão quase 100 por cento de chance de alta de 0,50 ponto percentual da Selic em junho, segundo dados da Reuters. Hoje, a Selic está na mínima histórica de 6,50 por cento. (Reuters)


Boato 1
: Seriam apenas temporárias as medidas chinesas contra as importaçóes de frangos brasileiros,
Boato 2:   Estariam sendo muito demandadas as emissões de debêntures de companhias abertas da Bolsa.
       
-  colhidos na Internet -

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