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Volume 18  Edição 827    27 de maio de 2018

CONTANDO  AS  ONDAS

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A sub onda V,2

Aparentemente,   pode ter terminado agora em maio o primeiro impulso da Onda V do atual Ciclo,   a sub onda V,1.   Iniciada em janeiro de 2016,  completava este mês 28 meses de duração,  muito acima da média que prevaleceu até a Onda III,  que era de uns 12 meses para sub ondas de Ondas de alta (a 1, a III e a V...).

As segundas sub ondas das Ondas de alta têm como característica ainda guardarem no íntimo muito do negativismo que prevalecia até a reversão de   uma baixa anterior,  como se o mercado concluisse que "erramos ou exageramos no otimismo recente,  as coisas não estão bem ou não estão tão bem assim...".

Daí admitir-se que segundas ondas ou segundas sub ondas possam devolver até 99% da alta recente, num arrependimento amargo dos investidores.   Ao mesmo tempo, o final dessas baixas é o principal ponto de compra que é  definido pela
Teoria das Ondas, de Elliott,

já que em seguida virá a terceira onda, geralmente a mais extensa e dinâmica,  de costume precedida por sinais de venda não confirmados,  sob baixo volume e volatilidade.

Como tenho comentado por aqui e mesmo na matéria de capa desta Edição,  o que estamos vivendo neste ano eleitoral,  com a frustração das expectativas quanto à economia e sua recuperação, é precisamente o cenário de fundo clássico para o tipo de baixa de segundas ondas: uma sensação de ter sido enganado pelos acontecimentos, que inverterá o otimismo reinante do mercado,  levando o pêndulo para o lado oposto,  trazendo a desesperança.

Não há fatalidades nos mercados,  os fatos podem se alterar,  mas segundas ondas são um período extremamente perigoso para os investidores e toda cautela é pouca.