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Volume 18  Edição 816  11 de março de 2018

DOW  JONES  E  ELLIOTT

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Notícias e realidade:

A queda súbita de alguns dias desta semana no Dow Jones (o gráfico é de quarta-feira...) foi atribuída a uma controvérsia quanto à proposta de  tarifação das importações americanas de aço e alumínio, detonando uma possível guerra comercial internacional, provocando até a demissão de importante assessor econômico do governo Trump (matéria da capa).   

Entretanto, a baixa já era   uma clara perspectiva para muitos analistas técnicos...Acompanhem abaixo.

Elliott na prática

Em Fev 26, o Dow atingia um novo topo,  num  dia em que os índices de otimismo do mercado também atingiam um topo também, o que sempre é um sinal de alerta.

No dia seguinte, o índice  caiu com gap (sub onda i), ficou de lado e pouco acima mais dois dias (sub onda ii) e desabou nos dois pregões seguintes (sub onda iii); a seguir, dois dias de repique (sub onda iv) e mais dois dias desabando (sub onda v).

Completadas 5 sub ondas para baixo (ou já uma primeira de grau maior, para baixo), segundo Elliott, ficou identificada uma tendência preponderante de baixa.

Veio um repique clássico: quatro dias de alta (sub onda a), um dia de baixa (sub onda b) e três dias de alta (sub onda c), configurando uma segunda onda de grau maior e  o início de nova baixa,

possivelmente a mais extensa da atual fase, uma terceira onda desse grau maior.

Então, em vários momentos desse quadro,  analistas técnicos foram formando convicções baixistas a partir dos padrões técnicos que foram se desenvolvendo e que não são visíveis apenas para os que seguem Elliott,  pois suportes foram sendo perdidos e não recuperados, além de linhas que iam sendo cortadas.

Assim sendo, o panorama técnico ficou mais baixista mesmo antes do anúncio da tarifação de aço e alumínio: as fortes oscilações efetivamente já haviam produzido dano teórico às hipóteses de continuação da alta no curto e médio prazo.

Ainda há muitos argumentos admitindo uma reação, mas é importante compreender que notícias, boas ou más, influem no mercado de acordo com forças já anteriormente em      ação...