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Volume 18  Edição 811   28 de janeiro de 2018

AVANÇO  E  DECLÍNIO

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Divergência


A Linha de Avanço e Declínio  (A-D) é construída somando-se, algébrica e diariamente, a diferença entre altas e baixas do pregão (utilizo as altas e baixas da carteira do Ibovespa);  partindo de um ponto arbitrário,  vai-se formando,  assim,  uma linha cumulativa.

Nos Estados Unidos,  essa linha é chamada por muitos técnicos de Breadth of the Market  ou a amplitude ou o fôlego do mercado,  seguindo o óbvio conceito de que as  tendências de alta ou de baixa devem ser compostas por maiorias de ativos em alta ou em baixa...

O estudo mais conhecido a partir da A-D é a sua comparação com a evolução do índice ou carteira estudado;  o Ibovespa é um índice calculado por média ponderada,  os ativos de maior liquidez tendo maior peso nesse cálculo.

Isso conduz a que,  por vezes,  apenas os ativos de maior liquidez sigam uma certa tendência e não a maioria dos ativos.   Como isso contraria o conceito do que seja uma  tendência do mercado, as linhas do índice e a   A-D vão acabar divergindo.

Há casos em que a tendência dos ativos de maior peso prevalece e a divergência se desfaz,  com as linhas voltando a ter comportamento semelhante;   em outros casos, a divergência acaba se resolvendo pela tendência da maioria dos ativos.

Atualmente,  após longo período de concordância,  o Ibovespa vem subindo bem mais do que a A-D,  pelo comportamento mais altista dos principais papéis, mas a maioria dos ativos já vem caindo.

O estudo revela essa divergência,  mas a sugestão de como ela será resolvida depende de outros estudos.    No momento, a conclusão é de que o Ibovespa deverá se acomodar,  para seguir a A-D mais de perto.