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Volume 17  Edição 807   24 de dezembro de 2017

CONTANDO  AS  ONDAS

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Onda V em ação


Neste final de agosto,  o Ibovespa entrou na casa dos 70 mil que,  na escala nominal, é a região do grande topo de 2008.

Natural,  portanto,  que quatro meses já tenham se passado com o índice ainda nessa faixa, pois há por aqui uma resistência clara.

A média de duração das Ondas neste Ciclo, iniciado no final de 1992 com o impeachment de Collor, vinha sendo de 62 meses; consequentemente,  nas altas (I, III e V), as sub ondas deveriam durar perto de 12 meses e nas baixas (II e IV), cerca de 21 meses.

A Onda IV acabou extrapolando essas médias,  devido ao apodrecimento do governo Dilma,  que

se arrastou por seis anos, incluindo o respectivo processo de impeachment.

Na teoria, os prazos deveriam se  rearrumar para absorver esse "atraso" dentro do ritmo do Ciclo.

A Onda V,  nesta sua primeira sub onda, que vem desde janeiro de 2016, vai completar 24 meses e está mais do que madura para uma acomodação,  para uma sub onda V,2;  é do feitio desta sub onda um  amplo espaço para oscilação, admitindo-se uma devolução de até 99% do ganho da sob onda V,1...

Assim sendo, o ano de 2018 do mercado do Ibovespa  deve ser encarado com extrema cautela por esse risco técnico,  suplementado por todos os aspectos políticos  e  econômicos que envolvem um ano eleitoral.