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Ao
lado, o gráfico em pizza mostra a execução do Orçamento Federal
em 2014, num total de R$ 2,168 trilhões, ou seja,
cerca de 39% do PIB do mesmo ano, que chegou em moeda corrente
a R$ 5,520 trilhões. A dívida interna teve seu teto
elevado para R$ 2,8 trilhões e anda em torno dos R$ 2,6 trilhões.
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NÃO
É BEM COMO DIZEM...
O gráfico acima
mostra claramente como o (necessário) debate sobre o Orçamento
para 2016 está completamente fora da nossa realidade fiscal: não
por ter, ineditamente, sido proposto com um pequeno déficit de R$
30 bilhões, mas por fugir à verdadeira essência da discussão,
que é o serviço da dívida, abrangendo 45% do total dos
desembolsos (no gráfico, quase R$ 1 trilhão em juros e amortizações).
Apenas 1% a menos na SELIC representa R$ 26 bilhões, quase o
valor do déficit calculado e, como tenho cansado de
assinalar, altas taxas não têm qualquer efeito no combate à inflação
no Brasil, quando os gastos oficiais são desmesurados e
ineficientes e preços administrados (e não demanda) são a causa
principal dos aumentos de preços.
Não se pode negar que os desregramentos do Estado causam desconfiança
e esta |
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implica
em se pagar juros mais caros, mas o grande tomador de empréstimos
das poupanças por aqui é o próprio Estado, não há muitas
alternativas e há mais demanda por aplicações que oferta,
deixando os juros mais para a vontade do tomador. Além
disso, a liquidez mundial deixa os juros baixos em todo o mundo,
mesmo na Grécia, por exemplo (2,5% a.a.)...
A raiz mesmo dos nosso recordes nos juros está vinculada ao nosso
passado inflacionário, além da pouca confiabilidade dos Governos.
De pouco adiantam os nunca concretizados cortes de custos no custeio
da máquina, que soma uns 19% dos desembolsos, e mesmo nos preciosos
investimentos (5%) e até na Previdência (21%), sem que se faça
regredir (um pouco...) o serviço da dívida.
A tarefa é bem mais simples do que se anuncia como uma perigosa
crise, resta combinar com os bancos...Um projeto gradual para
a dívida nesse sentido, alicerçado em pequenas reformas
administrativas e tributárias, seria o suficiente.
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