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Justamente
a obra de Elliott (que ele denominou de "A Lei da
Natureza") foi encontrar um padrão repetitivo para as flutuações
dos mercados, com Ciclos de fases alternadas representando as
mudanças do humor dos investidores, mantidas a partir de
eventos dos mais diversos; nessa teoria, os movimentos psicológicos
das massas precedem os fatos,
a tal ponto que se poderia prever eventos sociais e econômicos a
partir da flutuação das cotações...!
São de seus seguidores, nesta semana, as críticas mais
mordazes quando, por exemplo, a divulgação de um
surpreendente crescimento de 5,7% para o PIB americano provocou
inicialmente forte alta nas cotações, logo substituída por
forte correção, tudo isso provocando diferentes explicações pela
mídia, por vezes contraditórias.
Dizem os críticos que,
se o fechamento daquele dia (29 de janeiro) fosse melhor, as explicações
seriam outras e assim por diante, o que provaria que sempre as
explicações são desculpas de retrovisor, não correspondem
a causa e efeito...
O mesmo aconteceu com os "temores com as economias
europeias" (Grécia, Espanha, Portugal), ora existentes,
ora amainados, segundo a mídia, da mesma forma como acontecimentos
com a China servem sempre para as explicações tanto para altas
como para baixas.
Em suma, há pouca objetividade em querer seguir o noticiário,
leviano e desprovido de fundamentos reais, como vimos.
Além disso, o investidor estaria sempre um passo atrás,
informando-se sobre algo que já ocorreu, que explica uma
flutuação passada, sem garantia que isso tenha alguma permanência
(esperanças e temores vão e vem...), sem um valor confiável
para fazer previsões com a explicação dada pela notícia:
se, por exemplo, as economias europeias problemáticas
assustam, porque só assustaram na quinta e na sexta-feiras, e
não nos outros dias da semana (são situações duradouras) ?
Pensem nisso, antes de se entusiasmar ou se assustar com o
noticiário...
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