14 de maio de 2017

VERDADES  E  MENTIRAS  DA  BOLSA

Nesta edição:

©Jayme Ghitnick
2001 a 2017

Volume 16  Edição  782

O  TRIMESTRAL  DA  PETROBRÁS

Da divulgação da empresa :

Principais destaques do resultado
 Lucro líquido de R$ 4.449 milhões no 1T-2017, ante um prejuízo de R$ 1.246 milhões no 1T-2016, determinado por:
 menores gastos com importações de petróleo e gás natural, pela maior participação do óleo nacional na carga processada e maior oferta de gás nacional;
 aumento de 72% nas exportações, que atingiram 782 mil barris/dia, com preços médios de petróleo mais elevados;
 redução de 27% nas despesas com vendas, gerais e administrativas;
 redução de 11% nas despesas financeiras líquidas; e
 menores despesas com baixa de poços secos e/ou subcomerciais e com ociosidade de equipamentos.
 Aumento de 19% no EBITDA Ajustado*, para R$ 25.254 milhões, em função das menores despesas operacionais e dos menores gastos com importações. A Margem do EBITDA Ajustado* foi de 37% no 1T-2017.
 Fluxo de caixa livre* positivo pelo oitavo trimestre consecutivo, atingindo R$ 13.368 milhões, 5,6 vezes o registrado no 1T-2016. Esse resultado reflete a combinação entre a melhora expressiva da geração operacional da empresa e a redução de investimentos.
 Em relação a 31.12.2016, houve diminuição do endividamento bruto em 5%, passando de R$ 385.784 milhões para R$ 364.758 milhões e do Endividamento líquido* em 4%, passando de R$ 314.120 milhões para R$ 300.975 milhões.
 Em dólares, o decréscimo foi de 1% no Endividamento líquido* (US$ 1.388 milhões),

que passou de US$ 96.381 milhões em 31.12.2016, para US$ 94.993 milhões em 31.03.2017. Além disso, a gestão da dívida possibilitou o aumento do prazo médio do endividamento de 7,46 anos, em 31.12.2016, para 7,61 anos, em 31.03.2017.
 Redução do índice dívida líquida sobre LTM EBITDA Ajustado* de 3,54, em 31.12.2016, para 3,24 em 31.03.2017.    Neste mesmo período, a alavancagem reduziu de 55% para 54%.
 O efetivo de pessoal da Companhia em 31.03.2017 foi de 65.220 empregados, uma redução de 17% em comparação a 31.03.2016
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Como temos comentado quanto à Petrobrás,  um dos mais relevantes aspectos da atual administração é a difícil tarefa de gerir a dívida da companhia,  ainda com o escândalo do petrolão não resolvido de todo.   A tarefa tem sido bem sucedida e tem surpreendido o mercado,  cujas previsões sobre o resultado trimestral estavam,em média,  cerca de 20% abaixo do divulgado.

Outro sucesso de gestão, vem sendo o controle de custos e despesas,  com o programa de redução de pessoal avançando com rapidez.

Tudo isso é completado com a política de preços atenta à variação do preço internacional  e à flutuação do câmbio,  ponto sensível que no passado recente contribuiu tanto ou mais que a corrupção para prejudicar a empresa.

Os investimentos ainda estão controlados, como parece ser conveniente na conjuntura atual.