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Volta
a praga dos urubus
Todos sabem que várias economias,
inclusive a nossa e a americana, andavam um pouco melhor
por conta de diversos estímulos e incentivos providos pelos
respectivos Governos; todos sabem também que essa
situação ameaça a situação fiscal, já enfraquecida
pela própria crise, que diminuiu as atividades locais e
as internacionais e que, portanto, não poderia
ser sustentada por tempo muito longo; quando suspensos
os estímulos, a atividade apoiada por eles naturalmente
sofre um decréscimo, como aconteceu aqui com as vendas de
automóveis e agora, nos Estados Unidos, com as
vendas de imóveis.
Apesar disso, os urubus de
carteirinha (stiglitzes, roubinis, krugmans etc.), escondidos
habilmente quando as notícias são melhores, voltam
correndo a bater suas asas negras e tentam assustar de novo
com sua teoria de que teremos ainda uma segunda fase de recessão,
talvez até mais séria do que a primeira, constituindo
o duplo mergulho ou "double dip".
Isso, naturalmente é possível, mas certamente não é
nem de longe tão inevitável como reza essa praga dos
urubus...
O argumento mais óbvio contra esse
terrorismo é o fato de que os governos mundiais e os próprios
mercados, por mais que possam receber as mais azedas críticas
por terem criado e permitido que a primeira fase da crise
acontecesse, foram relativamente rápidos e eficientes
para evitar que ela se tornasse uma crise "tão séria ou
pior que a de 1929/1933", como foi o palpite dos
nuvens negras...Agora, quando muitas das correções e
ajustes foram feitos e começam a funcionar, não há
porque não acreditar que seja pouco provável o tal |
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mergulho
duplo, mais fácil assim de ser evitado.
As
cifras e estatísticas se sucedem e alimentam o pêndulo das
especulações de curtíssimo prazo: nesta semana mesmo, começou-se
com euforia, motivada por uma nova febre de fusões e aquisições,
sempre sinal de confiança no futuro e logo retornou-se a um
pessimismo extremo, com a óbvia queda nas vendas americanas
de imóveis.
É
nesse cenário que os urubus sempre tentam alçar voo e espalhar sua
profecias trágicas: por trás disso, vontade de
aparecer, de ser diferente, para lucrar com o "eu não
disse?' nos poucos itens de acertos (afinal, já rendeu dois
prêmios Nobel, desmoralizando esse troféu...) e para se beneficiar
da eterna memória curta do público, que não lhes cobra a
maioria de palpites não confirmados.
Para
quem está acostumado com mercados e com análise técnica,
vem logo à mente, a propósito, o padrão clássico das
correções, bem definido por Elliott, que são
compostas por duas pernas de baixa e um repique intermediário;
é inclusive a fase do Ciclo que estamos atravessando no Ibovespa e
em muitos outros mercados.
Até
para fazer sentido com essa análise, é de se imaginar que
esta segunda perna de baixa não seja tão rigorosa quanto a
primeira, justamente por ser a baixa seguinte, a Onda IV que
vem depois da Onda II...
Pela
teoria, tão boa como outras, Ondas IV são mais suaves
e laterais, geralmente assumindo forma triangular e servindo
de plataforma de lançamento da Onda V de alta, que esperamos
seja um quinquênio de grandes ganhos de preço para as ações
em geral.
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