19 de agosto de 2018

VERDADES  E  MENTIRAS  DA  BOLSA

Nesta edição:

©Jayme Ghitnick
2001 a 2018

Volume 18  Edição  836

O  TRIMESTRAL  DA  SIDERURGIA

Mantendo o desempenho


Até maio, a economia brasileira vinha confirmando expectativas anteriores de melhoria, em quase todos setores, suscitando seguidas revisões das estimativas,  para melhor.  A greve dos caminhoneiros,  paralisando o país, reverteu em muito essa perspectiva, pelo menos no que tange a este ano: os prejuízos foram imensos e a confiança dos agentes regrediu muito, já que a situação internacional ficou mais tensa,  influenciando o câmbio,  tudo isso acrescendo às  incertezas já presentes na situação política.


O consumo aparente de produtos siderúrgicos registrou alta no primeiro semestre, mesmo com os efeitos negativos da greve dos caminhoneiros. O índice, que reúne tanto as vendas de empresas locais quanto as importações, avançou 9,3% na comparação anual e chegou a 10,1 milhão de toneladas, informou na tarde desta quarta-feira (25) o Instituto Aço Brasil, que destacou que o crescimento tem que ser visto com cuidado, uma vez que a base de comparação do ano passado é baixa. O presidente do instituto afirmou que os ajustes recentes nos preços do aço aplicados no mercado brasileiro acontecem pela grande diferença da inflação geral do país nos últimos anos e os valores praticados pela indústria.


O quadro acima (fonte: Fundamentus) reflete resultados de doze meses findos em junho,  mas as três maiores empresas tiveram desempenho razoável no último trimestre.


O maior resultado veio da Sid Nacional (R$1,19 BB), por melhoria em todos os segmentos,  mas principalmente pela alienação da subsidiária CSN LLC,  parcialmente compensado com prejuízos pela desvalorização da posição em ações da Usiminas no mercado.

A Usiminas acabou apresentando pequeno prejuízo líquido no trimestre, por conta da variação cambial mais expressiva, mas manteve estável a receita líquida e os custos dos produtos vendidos; pelos fatos do período, a margem operacional da companhia é que diminuiu levemente.


A Gerdau teve como destaques um  EBITDA de R$ 1.756 milhões no 2T18, sendo o melhor resultado trimestral desde 2008, com margem de 14,6%,  a disciplina nas despesas com vendas, gerais e administrativas no 2T18, representando 3,6% da receita líquida, atingindo melhor nível histórico, controle sobre a alavancagem financeira medida pelo indicador dívida líquida/EBITDA ajustado, mantida em 2,7x em 30 de junho de 2018 e  lucro líquido ajustado atingindo R$ 746 milhões no 2T18, com distribuição de dividendos de R$ 238 milhões.


O setor espera que a melhoria constatada na maior parte desde primeiro semestre,  possa ser aos poucos retomada,  se possível logo    após as eleições.


Os investimentos precisam ser retomados para atualizações tecnológicas com certa brevidade,  o que depende dessa retomada dos negócios.