17 de fevereiro de 2019

VERDADES  E  MENTIRAS  DA  BOLSA

Nesta edição:

©Jayme Ghitnick
2001 a 2019

Volume 18  Edição  859

O  IBOVESPA  100.000


Uma revisão histórica

 


O Ibovespa passou a ser apurado em 2 de janeiro de 1968 (base 100), com uma carteira de ativos ponderados por sua presença diária nas negociações em Bolsa,  nos moldes do já conhecido IBVRJ da Bolsa do Rio de Janeiro,  que era o nosso principal centro de negócios com ações.

Justamente na Bovespa passaram a ser negociadas companhias nacionais que há pouco haviam aberto seu capital,  na esteira do grande boom provocado pelo fluxo de incentivos fiscais (Fundos Dec Lei 157) e que esticaria até 1971.

Por essa razão,  a carteira do Ibovespa era mais recheada de ativos,  chegando a acolher 139 ativos, refletindo a extensão do leque de oportunidades disponível então.

Entretanto,  a liderança em volume diário de negócios permaneceu com a BVRJ,  mais ou menos até o final de um outro boom,  em 1990 (Boom dos Grandes Especuladores),  que acabou decretando o final da Bolsa do Rio de Janeiro,  ficando a Bovespa como única no Brasil.

Ao longo de sua existência,  a metodologia do Ibovespa foi sendo adaptada e aperfeiçoada e possivelmente isso continuará a acontecer no futuro.

 

 

 

Nestes 51 anos de existência, 25 anos terminaram com perdas e 26 com ganhos,  o desempate justamente tendo sido a alta de 2018.

Há cálculos de que o ganho real até agora seja superior a 2.500%...O pior ano foi 1990 (perdas de 74%,  sendo 22% a maior queda diária de sempre,  com o anúncio do Plano Collor,  em 21 de março).    O melhor retorno foi no repique do ano seguinte, 1991, com   316% (também neste ano, o maior ganho diário, que foi de 36%, em 4 de fevereiro).

O topo na série dolarizada foi em 19/05/2008 com a máxima de 44.616 dólares;  o topo nominal foi até agora e curiosamente,  o deste dia 4 de fevereiro, 98.588.

Quando o índice se aproximou dos 100.000,  no passado e por conta da vigente inflação, zeros foram cortados: