11 de novembro de 2018

VERDADES  E  MENTIRAS  DA  BOLSA

Nesta edição:

©Jayme Ghitnick
2001 a 2018

Volume 18  Edição  848

O  TRIMESTRAL  DA  PETROBRÁS

Como projetado,  sim !


A Petrobrás,  dentro do seu complexo universo,  há algum tempo está numa espécie de vôo de cruzeiro operacional,  obedecendo a um bem conhecido Plano de Negócios: rigoroso controle de custos e despesas,  foco na exploração e produção com limitação de investimentos, desinvestimentos para reduzir a alavancagem e recuperar liquidez e acordos para reduzir contingências judiciais e fiscais, ao lado de recomposição interna para dificultar práticas de corrupção recentes...

Além disso,  recuperou a possibilidade de praticar preços internos alinhados com a realidade do mercado internacional

Com isso, em dois anos e meio, a companhia está a ponto de concluir sua recuperação da tempestade que atravessou e vai se tornando regular e previsível,  como demonstram os gráficos de desempenho ao lado,  mesmo levando-se em consideração a volatilidade do petróleo, do câmbio e mesmo da situação política brasileira.

Ao contrário do que se propagou,  para justificar baixa no dia da divulgação do resultado trimestral (natural, para quem conhece como funcionam os mercados,  por antecipação...), as contas estavam quase que exatamente dentro do projetado,  com pagamentos vultosos para encerrar processos no exterior e uma fatia também vultosa de recursos recuperados pela Lava Jato, tudo previamente avisado.

Assim, o atual governo encerra seu mandato com esse inegável sucesso acrescendo sua lista positiva de feitos, com a oportunidade de ver alguns de seus membros aproveitados no novo governo recem eleito,  inclusive os administradorers da Petrobrás, em meio a expectativas      ainda mais favoráveis do mercado quanto a suas metas e intenções,  a serem refletidas no próximo Plano de Negócios, a ser anunciado em breve.

Eliminadas as eternas surpresas contábeis que sempre caracterizaram a empresa,  desfeitos o mais possível os efeitos maléficos causados por gestões anteriores e alcançada a meta de redução da dívida líquida,  os investimentos podem ser  retomados para a grande tarefa de explorar totalmente o pré sal.

As dificuldades da exploração em águas profundas foram dominadas e o fantasma do alto custo espantado pela eficiência da companhia.

Resta equacionar racionalmente o timing dessa exploração,  sem o viés  de temas falsos como soberania ou xenofobia: o horizonte temporal de utilização de combustíveis fósseis e poluentes vai ficando mais próximo,  aumenta velozmente o uso de energia renovável e não poluente em todo mundo.

A Petrobrás, portanto, é o grande projeto brasileiro e pode ser a espinha dorsal de um relançamento da nossa economia para uma nova fase de progresso, multiplicando seus efeitos para toda a sociedade.

Que assim seja...