VOLTAREMOS EM 24 DE JUNHO  !!!

VERDADES  E  MENTIRAS  DA  BOLSA

20 de maio de 2012

Nesta edição:

©Jayme Ghitnick
2001 a 2012

Volume 12  Edição 583

O  TRIMESTRAL  DA  PETROBRÁS

Acima das projeções

Apesar de alguns outros índices econômicos sugerirem uma certa estagnação da economia  brasileira, a Petrobrás revela em seu balancete trimestral que o consumo doméstico de seus produtos, os derivados do petróleo, cresceu 10% sobre igual período em 2011.


Ainda na fase preliminar de transição para o desenvolvimento de suas recentes descobertas, a principal sendo o pré sal,  e com meta de dobrar a produção até 2015,  a empresa está tendo que importar um volume crescente de derivados e mesmo de óleo bruto para atender a essa demanda maior,  acrescida pelo fato de que o etanol,  que compõe a oferta possível, está em fase de menor disponibilidade e preços maiores.


Em novembro de 2011,  foram aumentados o diesel e a gasolina,  que são os principais produtos,  para fazer frente ao aumento do preço internacional e do dólar;  ainda assim, nos dois últimos trimestres do ano passado , o lucro líquido havia caído bastante da média anterior de R$ 8 a R$  10 BB por trimestre.

Agora, os novos preços e a maior demanda ajudaram no retorno àquela média...

Efeito dólar

Essa situação tende a perdurar por mais alguns meses,  até que o crescimento da produção acelere;  os demais fatores devem oscilar em faixas razoáveis,  como custos,  demanda, etanol etc.


A diferença poderá advir da flutuação cambial,  já que mesmo o petróleo flutua numa faixa relativamente estreita e de eventuais novos preços internos, que compensem esse desequilíbrio temporário.

Isso porque no final do primeiro trimestre,  como vemos no quadro acima, o dólar médio havia sido de R$ 1,77 e o dólar final foi de R$ 1,82  bem abaixo dos patamares atuais, restando um mês e meio para a conclusão do segundo trimestre. 

O dólar médio afeta as transações com o exterior, feitas dia a dia;  o dólar final afeta a variação monetária deativos e passivos,  sendo a atual posição líquida equivalente a cerca de US$ 40 BB.   Uma variação de R$ 0,10 no dólar no dólar final de junho, geraria R$ 4 BB de variação monetária e a mesma variação no movimento comercial do exterior aumentaria ou diminuiria custos e receitas em proporção.


As margens operacionais são bastante estáveis e o investidor de médio e longo prazo precisa concentrar sua atenção apenas na execução do Plano de Negócios,  agora sob nova direção,  alegadamente mais técnica e menos política,  preocupada justamente com a aceleração das operações.

É o que realmente interessa.