9 de junho de 2019

VERDADES  E  MENTIRAS  DA  BOLSA

Nesta edição:

©Jayme Ghitnick
2001 a 2019

Volume 18  Edição  875

O  TRIMESTRAL  DE  PAPEL&CELULOSE


O Brasil é um país altamente eficiente na produção de celulose. Sua alta competitividade é oriunda de condições edafoclimáticas bastante favoráveis e de um longo histórico de investimento em pesquisa e desenvolvimento florestal, realizado tanto pelas principais empresas do setor, quanto por órgãos de pesquisas. Como resultado dessa competividade, a produção nacional de celulose tem apresentado alto crescimento desde o início dos anos 1990.

Entretanto, a competitividade observada atualmente pode não se manter, dado os avanços tecnológicos, principalmente no que se refere ao desenvolvimento de bioprodutos em fábricas de celulose, com potencial de substituir derivados de fontes fósseis, o que é denominado de biorrefinaria.

         (BNDES)

No vermelho


As incertezas sobre a evolução das reformas e mesmo a tragédia de Brumadinho foram o cenário para um desempenho abaixo do esperado para a economia brasileira no trimestre,  enquanto que a guerra comercial entre Estados Unidos e China marcava a conjuntura mundial no período.

No âmbito societário, a fusão da Suzano com a Fíbria foi oficializada em 1º de abril,  mas está plenamente representada nas cifras do trimestre.

Ambas as companhias registraram prejuízo líquido,  mas a Klabin teve aumento de receitas e de margem de EBITDA,  terminando no negativo após ajustes patrimoniais,  resultado

 

financeiro e impostos,   enquanto que na Suzano (+Fíbria) mesmo a margem de EBITDA já foi mais baixa,  não dando para cobrir juros e impostos.

Nas vendas físicas nacionais houve condições de algum aumento nos preços dos produtos,  enquanto que nas exportações,   a variação cambial ajudou,  compensando parte do impacto que teve nas despesas financeiras.

A paradeira na economia reduz a demanda para embalagens para os bens de consumo em geral, especialmente alimentos, mas a situação não agravou a expansão do endividamento ds companhias,  sendo mantido o grau de alavancagem,  o que é bom sinal numa indústria que é dependendente intensiva de capital.